A Justiça do Trabalho determinou o pagamento direto dos salários de cerca de 400 funcionários da antiga empresa responsável pela coleta de lixo em Suzano após constatar a falta de repasse referente ao mês de janeiro. 

A decisão foi proferida pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), por meio da 1ª Vara do Trabalho da comarca, que autorizou o depósito judicial realizado pela Prefeitura de Suzano para garantir que os valores sejam creditados diretamente nas contas dos trabalhadores e dos beneficiários de pensões alimentícias.

A medida ocorreu depois que a empresa Suzano Ambiental S/A deixou de efetuar o pagamento dos funcionários. Diante da situação, a administração municipal reteve os valores devidos à contratada e realizou o depósito em juízo, assegurando que os recursos sejam destinados exclusivamente aos trabalhadores. Embora o depósito já tenha sido efetuado pelo município, o montante ainda não consta como disponível na conta judicial por questões operacionais. Assim que o valor for confirmado, o pagamento será realizado de forma imediata.

A intervenção judicial trouxe segurança jurídica ao processo e evitou prejuízos aos funcionários. O Poder Executivo municipal informou que acompanhou o caso desde o início e adotou as medidas cabíveis para garantir que os direitos trabalhistas fossem preservados.

“O nosso compromisso é com as pessoas. Assim que identificamos que os salários não haviam sido pagos, tomamos todas as providências legais para assegurar que esses trabalhadores recebessem o que é de direito”, afirmou o prefeito Pedro Ishi. “A decisão da Justiça confirma que agimos de forma responsável e transparente, priorizando as famílias que dependem desse recurso”, completou.

Paralelamente à regularização dos pagamentos, a nova operação de coleta foi iniciada na cidade. Nos primeiros três dias de trabalho, foram retiradas 2 mil toneladas de resíduos. O resultado contribuiu para reduzir pontos de acúmulo e restabelecer a normalidade do serviço.

Segundo a prefeitura, a ampliação da capacidade operacional foi fundamental para atender à demanda reprimida. A força-tarefa mobilizou equipes e equipamentos para acelerar o recolhimento do lixo acumulado, minimizando impactos à população.

“O serviço precisava de resposta rápida e eficiente. Em apenas três dias, conseguimos coletar todo este volume, mostrando que a cidade não pode ficar refém da falta de compromisso de uma empresa”, destacou Pedro Ishi.

A administração municipal segue acompanhando o trâmite judicial e reforça que, tão logo o valor esteja disponível na conta vinculada ao processo, o pagamento será efetivado imediatamente. Enquanto isso, o serviço de coleta permanece sendo regularizado, com monitoramento contínuo para garantir a manutenção dos índices alcançados.