O presidente da França, Emmanuel Macron, disse a Donald Trump que não entendia o que o presidente dos Estados Unidos estava "fazendo na Groenlândia" (foto) e se ofereceu para sediar uma reunião do G7 convidando a Rússia e outros países, de acordo com uma captura de tela das mensagens publicada por Trump em sua conta no Truth Social - rede social lançada pelo presidente dos EUA em 2022. Nas mensagens, Macron disse a Trump que poderia convidar os ucranianos, os dinamarqueses, os sírios e os russos para participar à margem da reunião do G7 na quinta-feira, e também convidou Trump para jantar com ele em Paris. Uma fonte próxima a Macron disse que as mensagens compartilhadas por Trump eram autênticas. As respostas de Trump, se é que houve alguma, não faziam parte da captura de tela que ele postou na madrugada de terça-feira. A Casa Branca e o gabinete de Macron não responderam a um pedido de comentário.  Macron, dirigindo-se a Trump como seu "amigo" nas mensagens, disse que estava "totalmente alinhado" com Trump sobre a Síria e que eles poderiam fazer "grandes coisas sobre o Irã". Reunião de crise A publicação de Trump surge depois de os líderes da União Europeia (EU) terem decidido, no fim de semana, reunir-se em Bruxelas na quinta-feira à noite para uma cúpula de emergência, após as ameaças do líder norte-americano de impor novas tarifas sobre produtos de vários países europeus devido à sua exigência de adquirir a Groenlândia. Macron considerou inaceitável a ameaça de Trump de impor tarifas. A postagem no Truth Social apareceu horas depois de o presidente dos EUA ter dito que irá impor uma tarifa de 200% sobre os vinhos e champanhes franceses, uma medida que, segundo ele, levaria Macron a aderir à iniciativa do Conselho de Paz de Trump, que visa a resolver conflitos globais. Não ficou imediatamente claro quando as mensagens de Macron para Trump foram enviadas. Na Suíça Macron deve chegar à reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, na manhã de terça-feira, e retornar a Paris durante a noite no mesmo dia, informaram assessores do governo na segunda-feira, acrescentando que não há planos de prolongar sua permanência até quarta-feira, quando Trump chega à cidade suíça. Em dezembro, o presidente francês disse que a Europa terá de retomar as conversas diretas com o presidente russo, Vladimir Putin, se os últimos esforços liderados pelos EUA para intermediar um acordo de paz na Ucrânia fracassarem. Na semana passada, Macron disse que a França estava agora fornecendo dois terços das informações de inteligência para a Ucrânia, substituindo em grande parte os Estados Unidos. Relacionadas Groenlândia agradece resposta de países europeus às tarifas de Trump Trump quer tarifar países europeus contrários à compra da Groenlândia Manifestantes se reúnem na Dinamarca e na Groenlândia contra Trump