Foco de denúncias de corrupção nos governos tucanos de São Paulo, a empresa Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa) deve ser extinta ou fundida pelo governador eleito, João Doria (PSDB). Uma das propostas analisadas é incorporar a estatal que executa grandes obras viárias no Estado ao Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que administra as estradas estaduais não privatizadas.
A reformulação da Dersa é dada como certa por pessoas próximas a Doria. Além de minimizar o desgaste político provocado pelo envolvimento de ex-diretores em denúncias de corrupção, a mudança ajudaria a equacionar questões financeiras e operacionais da estatal, que completa 50 anos de existência em 2019.
Além de ter tido prejuízo de R$ 155 milhões no ano passado, a Dersa deve ficar praticamente sem função no governo Doria, já que o tucano defende ampliar o programa de concessões rodoviárias e as Parcerias Público-Privadas (PPPs) em novas obras e prometeu privatizar o sistema de travessias litorâneas por balsas, operado pela estatal. Hoje, a companhia que já perdeu espaço após o início das privatizações das estradas, na década de 1990, é responsável pela construção do Rodoanel Norte, da Nova Tamoios, no litoral norte, e dos projetos do Ferroanel e do túnel Santos-Guarujá, no litoral sul.
"As equipes estão trabalhando no novo desenho institucional, fusão, extinção ou privatização de estatais. Nós devemos apresentar esses formatos até o final do mês de novembro para o governador Doria avaliar, aprovar ou pedir modificações, e anunciar as decisões em dezembro. Todas as estatais, não apenas a Dersa, sofrem avaliação dos contratos que têm, do papel que exercem e da eficiência que geram", afirmou o vice-governador eleito, Rodrigo Garcia (DEM), coordenador da equipe de transição