A primeira-dama de Poá, Andressa Lopes, foi vítima de uma tentativa de sequestro na noite de anteontem em Suzano. Um carro teria colidido com o veículo em que ela estava, e os suspeitos anunciaram o sequestro. Eles teriam fugido após Andressa ter corrido e gritado por ajuda. A reportagem conversou com o delegado Eduardo Boigues, que comanda o Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), sobre o que fazer em situações como esta. 
Em sua página na rede social Facebook, o prefeito de Poá, Gian Lopes (PR), publicou ontem uma mensagem sobre o caso. "Graças a Deus foi apenas um susto e tivemos um grande livramento, já que os suspeitos do crime não tiveram êxito na ação. A Andressa está bem e agradeço as mensagens e a preocupação de todos, e aproveito para tranquilizar os amigos e familiares. A partir de agora o caso será investigado pela Polícia e já registramos boletim de ocorrência na delegacia de Suzano".
Segundo Boigues, quando um veículo provoca uma colisão, popularmente conhecida como "totó", a recomendação é não parar. "Dependendo da hora, se você está em um lugar afastado do centro, sem movimento, não deve parar. A primeira coisa é ir embora e verificar depois os danos materiais", alertou.
Os sequestros-relâmpago são mais comuns, segundo Boigues, quando o suspeito leva o carro com a vítima e a ameaça para sacar dinheiro, por exemplo. "São poucos os casos de sequestro na região. No último ano, não fiquei sabendo da existência de nenhum. O que ocorre, mas vem diminuindo, é a privação de liberdade por um tempo maior que o devido, o sequestro-relâmpago, diferente de quando o suspeito emprega grave ameaça ou violência e empreende fuga", explicou.
Nestes casos, o delegado recomendou que a vítima mantenha a calma, procure passar todas as informações pedidas e não reaja, para que a ação não se transforme em um latrocínio, que é o roubo seguido de morte. Boigues afirma que a maior preocupação hoje está nos roubos a transeuntes e no interior de veículos, com a participação de indivíduos em motocicletas.
'Saidinha de banco'
O cuidado com a 'saidinha de banco' também é ressaltado pelo delegado: "Nós pedimos que as pessoas evitem sair com dinheiro do banco. Geralmente há pessoas que acompanham fora e dentro da agência. A abordagem ocorre quando a vítima estiver a uma distância". Ele ainda salienta que as pessoas devem ficar atentas ao circular com dinheiro em razão do 13º salário e das tradicionais compras de fim de ano.