O Carnaval de rua, destaque deste ano na maioria das cidades da região, tem uma característica importante, que é o perfil familiar. Temos claro grupos de jovens se divertindo, mas também famílias inteiras que vão às ruas de distritos como Sabaúna, em Mogi das Cruzes, e Luís Carlos, em Guararema, para compartilhar momentos de alegria e descontração. 

Na edição digital de hoje, no especial de Maturidade, uma abordagem importante feita pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), que nos faz refletir se há idade para aproveitar o Carnaval? Sempre é tempo de curtir a folia para quem gosta e, especialmente tem já uma longa trajetória, em escolas de samba e blocos. A Velha Guarda celebra as primeiras gerações de sambistas, que são frequentemente reconhecidos e homenageados pelos mais jovens. 

Diferente de outros setores da sociedade, no mundo do samba, os mais velhos são referenciados pela história que construíram e que permitiu que o Carnaval crescesse e se desenhasse com identidade cultural própria nos mais diversos cantos do país. Em Mogi das Cruzes, por exemplo, temos escolas com 50 anos de tradição, alimentados também pelos mais jovens que vão chegando e reinventando a cultura de outros tempos, sem deixar de lado o passado. 

Vivemos em um país que está cada vez mais velho, e em muitas faixas etárias mais jovens, o número de pessoas idosas já supera o número de crianças. Precisamos nos preparar para um futuro que envelhece, e assim também cuidando para que nossa história seja cada vez mais longeva, colocando mais vida nos anos que ainda estão por vir. 

Muito se fala da primeira infância, e realmente as crianças merecem cada vez mais investimentos e a devida atenção para que sejam cidadãos melhores, porém, também é preciso olhar para as pessoas idosas do nosso presente e do nosso futuro para que possam aproveitar, da maneira que desejarem todas as possibilidades que o nosso mundo oferece, inclusive a folia destes dias. Que o Carnaval seja sempre para todos!