A Educação de Jovens e Adultos (EJA) e o Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos (CEEJA) cumprem um papel fundamental na garantia do direito à educação para quem, por diferentes motivos, teve sua trajetória escolar interrompida. Mais do que modalidades de ensino, EJA e CEEJA representam oportunidades reais de recomeço, dignidade e inclusão social.

Esses espaços acolhem sujeitos com histórias diversas: trabalhadores, mães, pais, idosos, jovens que precisaram abandonar a escola cedo e pessoas que carregam, muitas vezes, marcas de exclusão social. Ao reconhecer essas trajetórias, a EJA e o CEEJA rompem com a lógica da educação padronizada e oferecem um ensino mais flexível, humano e conectado à realidade dos estudantes.

A formação promovida nesses contextos vai além da alfabetização ou da certificação escolar. Ela contribui para o fortalecimento da autonomia, da autoestima e da consciência cidadã. Ao retornar à escola, o estudante jovem ou adulto ressignifica sua relação com o conhecimento e passa a se reconhecer como sujeito capaz de aprender, opinar e transformar sua própria realidade.

Além disso, a EJA e o CEEJA desempenham um papel estratégico no desenvolvimento social, ao ampliar as possibilidades de inserção no mundo do trabalho, estimular a participação social e reduzir desigualdades históricas no acesso à educação.

Investir e valorizar a EJA e o CEEJA é reconhecer que nunca é tarde para aprender. É afirmar que a educação não tem idade e que todo sujeito tem o direito de escrever novos capítulos de sua história por meio do conhecimento.


 Antonio Carlos da Silva é professor da rede pública, pesquisador e escritor, com atuação na Educação Básica, especialmente na EJA e no CEEJA. Possui vasta experiência no ramo gráfico-editorial, aliando prática educacional, produção de materiais pedagógicos e reflexão acadêmica sobre educação e formação humana.