O colapso nos sistemas de saúde em alguns dos Estados do Norte e do Nordeste com o coronavírus coincide com a baixa oferta de médicos, enfermeiros, leitos de UTI e respiradores, problemas que existiam antes mesmo da pandemia. Estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a partir do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (DataSUS) mostra que os Estados do Amazonas, Acre, Amapá, Pará e Maranhão apresentavam no ano passado os menores índices de distribuição de médicos para cada 100 mil habitantes.
Recursos necessários para o combate da Covid-19, como leitos e ventiladores mecânicos, também eram baixos em diversos Estados daquelas regiões. Com 10 mil casos confirmados da doença e 751 mortes, o Amazonas tinha em dezembro 111 médicos para cada 100 mil habitantes. Como comparação, o Distrito Federal - que apresenta os melhores índices - possuía mais que o triplo: 338 médicos para cada 100 mil habitantes. (E.C.)