Segunda-feira foi um desastre para o mercado de ações. A queda histórica do valor das ações, efeito manada e desvalorização dos papéis de empresas, em especial da Petrobras. Uma guerra comercial entre a Arábia Saudita e Rússia sobre o volume de produção e preço do petróleo derrubou a cotação do barril de forma abrupta, o que espantou investidores. Efeito lógico: corrida ao dólar americano que encostou nos R$ 5, fruto do nervosismo e também da especulação, empregadas não irão mais à Disney.
Diante do caos econômico, o Posto Ipiranga, ministro Paulo Guedes, afirma que está tudo tranquilo e que tudo vai se resolver com a aprovação das reformas. O ministro quer enganar quem com esse discurso? O Executivo não enviou as propostas de reforma Tributária e Administrativa ao Congresso Nacional, logo não há como aprovar reformas que sequer foram propostas. O Congresso já aprovou duas grandes reformas, a Trabalhista e a da Previdência que causaram enormes prejuízos à população mais pobre do Brasil, assim não há como imputar apenas ao Congresso a culpa por todos os males da nação.
O Brasil precisa de projeto, rumo, gestão, tudo o que não vemos até agora. No meio dessa confusão o que faz o presidente da República? Solta uma granada de fumaça, alegando que venceu a eleição no primeiro turno! O que isso muda na vida do desempregado, do segurado do INSS que aguarda há meses a aprovação do pedido de benefício, do empresário que quer investir no país? Nada.
O que assistimos, atônitos é uma grande nação, que assim como um navio, navega em mares turbulentos sem comando, sem direção, com água entrando pelo casco e seu capitão contando histórias. Já basta, estamos às portas de uma epidemia, com a economia estagnada e sem rumo, projeto e principalmente sem resultados. Já passou da hora de começar a governar o Brasil com metas claras, objetivos que não se resumam à reeleição, o país não suporta mais. Só as reformas não acabam com a crise, mentira, trabalho sério e competência sim.