A história da Mogi-Dutra tem o lastro da união e da mobilização. Para barrar o tresloucado pedágio, esses também são ingredientes obrigatórios. A rodovia nasceu da fusão entre a coragem e ousadia do ex-prefeito Waldemar Costa Filho e o clamor popular. Não houve guerra por paternidade, nem vaidades, nem picuinhas de gente mal-amada. Independente de coloração partidária, ideologias e pretensões, todos se uniram pela causa, incluindo lideranças de cidades vizinhas.
Era 1972, ano em que fui eleito vereador. Para a conquista da duplicação, não foi diferente. Décadas de trabalho hercúleo de toda a sociedade. Em 1996, enquanto deputado estadual, ouvi do saudoso governador Mário Covas que ele atenderia a reivindicação se eu conseguisse recursos para o projeto. Convenci o DER a direcionar verba e, em 2000, o projeto foi elaborado. No ano seguinte, Covas autorizou a execução da obra. Coube ao sucessor, Geraldo Alckmin, tocar a obra e concluir a duplicação da Mogi-Dutra, em 2004.
Era o último ano da minha primeira gestão como prefeito de Mogi das Cruzes. Mais uma vez, a conquista resultou da união de toda a sociedade: lideranças políticas de todas as matizes, classistas, comunitárias, da Imprensa, de usuários, dos moradores do Alto Tietê.
Todos os avanços na Mogi-Dutra derivam da união e mobilização. Também são essas as armas para impedir o retrocesso do malfadado pedágio. Vejo como fundamental uma megademonstração de sinergia geral contra a ideia da Artesp de pedagiar a Mogi-Dutra.
A exteriorização da contrariedade deve constar de um documento único subscrito por todos os políticos do Alto Tietê (vereadores, deputados estaduais e federais, e prefeitos), sem exceção, assim como das lideranças do #MovimentoPedágioNão, de representantes de entidades de classe, da Imprensa e de todos aqueles que já assinaram contra a cogitada praça de pedágio. É preciso entregar o manifesto pessoalmente ao governador João Doria, com a participação de todos.
#PedágioNão #PontoFinal