Várias gerações ouviram falar de sarampo apenas por meio de livros, documentários e histórias de epidemias contadas pelos pais e avós. Só. Dificilmente chegava a informação de que um vizinho, a mãe do melhor amigo, ou o cunhado do amigo do primo estavam infectados pelo vírus. Os tempos, no entanto, mudaram. Desde 2018, o Brasil registrou a reentrada do vírus em nossa atmosfera. Atualmente, São Paulo se tornou o epicentro da doença e o Alto Tietê já tem seis casos confirmados de sarampo; voltamos a conviver lado a lado com o contágio.
Mogi das Cruzes e Itaquaquecetuba contabilizam, cada uma, dois casos confirmados. Ferraz tem uma vítima e Suzano também possui um munícipe infectado com o vírus. É. Agora é uma realidade: a doença voltou e circulando bem pertinho de nós.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o único meio de se prevenir contra o sarampo é a vacina. O vírus não terá chances de infectar quem está com a caderneta em dia. Por ser uma vacina com vírus vivo atenuado, a primeira dose deve ser aplicada em crianças a partir dos 12 meses de vida, e a segunda, a partir dos 15 meses. O Ministério da Saúde recomenda que adultos até 29 anos tomem a segunda dose, caso não tenham terminado o esquema vacinal. Já adultos entre 30 e 40 anos precisam de apenas uma única aplicação.
Quem se enquadra neste perfil não precisa se sentir ameaçado pela doença. Além disso, o país que tiver 95% de sua população vacinada não corre risco de abrigar uma epidemia. Então, por que o vírus voltou a nos assombrar? Deixamos de nos imunizar?
Para se ter uma ideia, em 2017 o Brasil não havia contabilizado nenhum caso de sarampo. Mas acredite: entre janeiro e junho do ano seguinte, o país registrou 1.668 casos confirmados. A erradicação da doença transmite a falsa sensação de que a ameaça foi extinta e, neste caso, existem pessoas que não veem a imunização como algo essencial. Uma pena.
A realidade está diante de nós. Mais uma guerra - além das várias outras contra a dengue, febre amarela, zika e chikungunya - está sendo travada. O sarampo voltou.