Nossa vida é feita de escolhas e muitos se perguntam quais são e como definir as mesmas. Gostaria de fazer menção a uma importante experiência que tive há vários anos, quando em uma reunião numa tradicional escola do município de Itaquaquecetuba, ocasião em que professores e profissionais das forças de segurança discutiam o tema "violência urbana", o diretor do estabelecimento levantou a seguinte questão: "O homem é o único ser que precisa aprender a comportar-se como ser humano".
Aquilo nos deixou pasmos, porém, após uma reflexão do grupo, todos concordamos com aquela afirmação. O cão, para latir e comportar-se como tal não precisa aprender. Já nasce sabendo. O mesmo ocorre com os gatos e outros animais, que a própria natureza se encarrega de definir seus respectivos comportamentos.
Porém, o homem, ser racional, deve estar sempre aprendendo e praticando a "humanização". Isso explica o porquê de presenciarmos, cotidianamente, violências injustificadas, que resultam em desordem, ferimentos e até morte. Na busca de entendermos como se chegar à plenitude do comportamento humano, a história nos mostra grandes personalidades que passaram por este mundo e nos deixaram importantes ensinamentos.
Numa leitura da bíblia, não com foco religioso, mas analisando a história, pude verificar que o livro sagrado conta várias passagens de um Deus homem chamado Jesus Cristo, que disseminou mensagens de amor ao próximo, de tolerância, de compreensão e de perseverança, levando povos, por meio de suas parábolas, a profundas reflexões.
Suas mensagens foram tão fortes que, até hoje, seu nome e os grandes feitos são lembrados por todos os povos do mundo e por pessoas das mais diversas religiões. Penso que seja a base para a humanização. É o alicerce das nossas decisões. Acredito que, seguindo seus passos e atos, conseguiremos construir uma vida mais estável, saudável e feliz, com muito amor, solidariedade e paz.