A informação de que a Prefeitura de Mogi das Cruzes pretende construir uma Central de Inteligência da Guarda Municipal na avenida Miguel Gemma, no bairro do Socorro, abrigando vários setores ligados à segurança, incluindo a secretaria específica, vai de encontro à tendência já demonstrada por outras cidades do Alto Tietê em dar uma atenção especial ao segmento. Os municípios, de uma forma geral, entenderam a necessidade de promover a segurança, no sentido amplo do termo, como alto padrão de dignidade para os munícipes.
Na semana passada, Guararema comemorou três anos da instalação do Centro de Segurança Integrada (CSI) anunciando a ampliação do setor para a região norte, aumentando em 40% o número de câmeras de monitoramento na cidade. Com isso, segundo avaliação do prefeito Adriano Leite (PL), a cobertura será estendida para a região estratégica, que inclui a ligação com a rodovia Presidente Dutra (BR-116), vista como corredor facilitador para o trânsito da criminalidade.
Em Suzano, após o trágico episódio da invasão da Escola Estadual Professor Raul Brasil, em março, que terminou com a morte de dez pessoas, incluindo os dois atiradores, a preocupação com o bem-estar da população atingiu índices mais altos. Oportunamente, o município inaugurou em maio o CSI Lubnan Mohamed Ghazal, equipado com 52 câmeras de alta definição, software para controle e ligação direta com as escolas municipais. O sofisticado conjunto ultrapassou a cifra dos R$ 2 milhões de investimento e foi uma resposta imediata para impedir o aumento da criminalidade.
A proposta mogiana também tem como base a localização estratégica da construção e a premissa de englobar diversos setores, como a Central de Inteligência da Guarda Municipal e a Central Integrada de Emergência (Ciemp), além da Defesa Civil e o Departamento de Fiscalização. As ações desenvolvidas pelos municípios mostram que existe, pelo menos no quesito segurança, um discurso coerente com a prática e uma linguagem comum a todos: a qualidade de vida.