A vitória de um candidato conservador nas últimas eleições presidenciais em um país como o Brasil, inundado por décadas pela ideologia socialista não só reacendeu a discussão, como potencializou a polarização esquerda versus direita, conservadores versus liberais.
Está nítido o excesso de muitos, independentemente do lado, mas é certo também que o "politicamente correto" implantado pela revolução cultural gramsciniana continua vigorando e condenando atitudes ou posições, incluindo as mais simples por parte de conservadores, como, por exemplo, defender a condição natural dos sexos (respeitando as escolhas diferentes, mas sem as aplaudir, também), a família, a bíblia e a religião. Tenho percebido com nitidez que quando nós, conservadores nos valores, compreendemos e até apoiamos as ações do presidente, ministros e outros líderes do atual governo, sobretudo porque são alinhadas com o nosso pensamento, somos combatidos e condenados sem qualquer reflexão prévia mais profunda.
É impressionante a guerra assimétrica, por assim dizer, que nos tem sido imposta, sem que muitos dos próprios combatentes que se nos opõem se deem conta dela. Têm faltado honestidade intelectual e sinceridade de propósito a muitos brasileiros, na ânsia de defender o seu lado, só por defender. Ocorre que somos um único povo, vivendo em um só país e, democraticamente, depois de décadas, temos um governo federal conservador. É preciso compreender, assimilar e aceitar o fato e, mais que isto, ajudar esse novo governo, cada um com sua parte, em vez de ficar o tempo todo tentando encontrar uma razão para removê-lo, imediatamente, do poder.
Não é possível que parte tão significativa da população continue querendo coar o mosquito e engolir o camelo! Por outro lado, condenar também os cristãos revela um absoluto desconhecimento a respeito do evangelho cuja essência é Cristo, que sempre pregou o amor, sem esquecer de que este deve estar acompanhado da justiça.