O Rio de Janeiro, copiando a capital paulista, criou a legislação que proíbe a distribuição de sacolas plásticas pelos supermercados. Esta legislação será tão ineficaz quanto a de São Paulo, que não reduziu a poluição ambiental e para essa constatação, basta olhar para as ruas e os rios que cortam a capital paulista. Essa legislação será tão inútil quanto aquela que proibiu a venda de canudos plásticos.
São apenas leis politicamente corretas e não geram nenhum impacto positivo. As redes de fast food não entregam mais canudos, mas seus copos com tampas plásticas continuam, os sorvetes e água vêm em embalagens plásticas, assim como os sorvetes e os talheres e tudo mais que é possível.
Dentro dos veículos individuais e coletivos, aviões, nos mercados quase a totalidade das embalagens são plásticas, produtos de consumo, descartáveis, enfim, o plástico é uma realidade e não são leis proibindo, canudos, sacolas, ou seja lá que utensílio for, que reduzirá a poluição ambiental.
Uma política de coleta, reciclagem e destinação de resíduos é muito mais eficaz do que proibir o uso de sacolas ou canudos plásticos. Não é porque uma tartaruga marinha foi encontrada com um canudo enviado em sua narina que se proíbe a fabricação. Centenas de milhares de animais marinhos e aves morrem com a ingestão de lixo plástico nos oceanos e certamente não é a extinção dos canudos e sacolinhas de São Paulo e Rio a solução para esse problema.
Se leis fossem eficazes, bastava proibir o plástico e o problema ambiental gerado por sua poluição estaria solucionado. O problema não é o tipo de resíduo, mas sua destinação final. Os pneus são recolhidos pelos próprios fabricantes. Vão para a reciclagem ferro, alumínio, plástico pet, papel, papelão e vidro, que também poluem o meio ambiente. O problema não é o material, mas a sua destinação final. Precisamos de mais eficiência no tratamento de resíduos sólidos e menos leis polêmicas e inúteis. A nova legislação apenas dificulta e encarece a vida do consumidor.