Sob escolha, a mente pode ser nossa melhor amiga ou inimiga. Ser otimista é uma opção de vida. Levantar o astral de uma pessoa querida será sempre a poesia mais sublime.
Temer o amor é temer a vida. Os que temem a vida já estão meio mortos. A poesia existe para despertá-los, pela via da rima rebelde, para o mais grato dos amores: o encontro consigo mesmo!
A poesia é a sombra lançada ao reverberar de rica imaginação. Sob a folha cintilante da imaginação, a poesia pode ser: notícia vinda dos confins da consciência; desregulamento dos sentidos à procura de sentido. Grito que se dá ao se acordar numa floresta obscura em plena rotina da vida a rolar; espelho que serpenteia por uma rua cheia de prazeres intelectuais. O poeta deve ter a visão singular, que tudo há de interpretar. Poesia, ciente de seu reinar, resulta da evaporação de risos oníricos de uma juventude sempre por conquistar.
A poesia é o xiste das entrelinhas! Feital de sílabas, de sonhos, de gritos agudos, pra lá de longínquos, numa praia se não de um sol candente, um faro que vira megafone para o mar, sob uma voz dissidente que se insurge contra o desperdício de palavras e a superabundância insensata de tudo quanto o material impresso possa comungar. A poesia é feita de halos a se perder num oceano de sons sob os quais nada se possa contestar. A poesia é um canapé onde se amontoam cantores cegos que abandonaram suas toscas bengalas, para, pelo toque, poder se identificar. Poesia como a voz de uma quarta pessoa, no singular!
A boa poesia: reflexo do tamborilar às portas do que se quer cantar! Como um ramo de rosas, o poema nada explica! O poeta deve ser o importuno, pelas vias da existência, produtor de nua rua à procura de sintonia com a sonoridade e os reclamos de gatos, nos telhados do amar. Pensador, sobre o travesseiro, depois do cerimonial do amor. Cada olhar seu, abraça o mundo e nada é mais poético que a cadência de sonoro e concreto rimar!