Ivan, no romance Os Irmãos Karamazov, de Fiódor Dostoiévsky, estava certo - se Deus está morto, tudo é permissível. O deus tolerado pelos pós-modernistas não é o Deus da Bíblia, e sim um conceito vago de espiritualidade. Não há tábuas de pedra, não há Dez Mandamentos... não há normas, nem Lei nem Graça.
A 6ª e última característica do estudo do atual mundo pós-moderno é a Rejeição da Moralidade. O relativismo moral amplo é uma resposta existencialista à moralidade cristã que consideram opressiva e totalitária. A cultura pós-moderna usa sua linguagem moral para defender a liberdade de comportamento como uma necessidade instintiva que não deve ser aprisionada por preconceitos sociais ou religiosos.
Por exemplo, a questão da homossexualidade fez surgir em universidades estudos sobre o modo de ser de gays e lésbicas, se apenas é um desvio de sexualidade ou algo que necessita ser tratado como doença. O termo "cura gay" foi combatido e ridicularizado exaustivamente e seguido do pedido das entidades que os representam para que se retirasse da Classificação Internacional de Doenças o homossexualismo, o que se fez.
As exigências de tolerância para com "estilos de vida alternativos" têm celebração pública na busca de serem nivelados como sendo moralmente iguais e isentos de censura. Cinquenta Tons de cinza, livro da autora inglesa E. L. James, pelo curioso interesse das mulheres, mesmo as mais recatadas, pelo seu conteúdo imoral que pudesse transformar seus devaneios voluptuosos em realidade, foi chamado como o "pornô das mamães". Vendeu mais de dez milhões de exemplares.
Memorizando as seis características estudadas: 1ª- A desconstrução da verdade; 2ª- A morte da metanarrativa; 3ª- A morte do texto; 4ª- O domínio da terapia; 5ª- O declínio da autoridade; e 6ª- A rejeição da moralidade. A cultura pós-moderna busca desconstruir a fé cristã por ser ela o único caminho que nos leva à fonte das águas vivas, Jesus Cristo, na qual podemos saciar a sede de amor e de justiça.