Apesar da redução no número de mortes no trânsito da região, segundo dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga-SP), os comitês de segurança viária criados em alguns municípios, assim como todos os envolvidos no setor, têm um árduo caminho até que possamos concluir que o trânsito abriga de forma confortável todos os usuários.
Segundo estudo do órgão responsável pelos dados, caiu pela metade a quantidade vítimas fatais em acidentes de trânsito no mês de abril em Suzano, Poá, Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes em relação ao mesmo período do ano passado. A redução analisada no Alto Tietê acompanhou o ritmo da maioria das cidades do Estado.
Isso, porém, não basta. O trabalho para que todos possam usufruir de uma trânsito mais seguro e regrado - seja por parte dos condutores de veículos, pedestres ou ciclistas - passa pelo investimento que os municípios do Alto Tietê fazem para desenvolver ações educativas, de fiscalização, sinalização e engenharia de tráfego. Mas não é só isso.
O trânsito é de todos, por isso, mais do que essas ações, é preciso envolver todos que compõe o sistema. É fundamental consultar os usuários, uma vez que cada um é especializado para tratar de suas próprias demandas. Também se faz necessário incluir as necessidades daqueles quem fazem parte do cenário, como museus, teatros, supermercados, bancos, farmácias, igrejas e todo comércio, além de moradores de cada área.
Outro ponto, talvez a tendência mais explícita que temos em relação ao trânsito, é o incentivo ao uso de bicicletas e ao pedestrianismo, mas, para isso, é preciso pensar profundamente no tema acessibilidade. Para diminuir o número de veículos nas ruas as cidades têm de ser atrativas para ciclistas e pedestres.
São questões que devem ser discutidas por autoridades capacitadas em nível municipal, estadual e nacional. Tudo isso tem que ser prioridade nos Planos de Mobilidade e Urbanização. Não existirá solução fácil e rápida. E a hora de começar a reestruturar as cidades é agora.