Hoje é um dia especial, dedicado àquelas mulheres que se dividem entre inúmeros papéis, mas, dentre eles, colocam como prioridade o de "mãe". Pessoas batalhadoras que merecem o reconhecimento de seus filhos, que, mais que presentes, devem retribuir o amor, carinho, atenção e cuidados que recebem. Apesar do espírito amoroso que a ocasião motiva, o aspecto comercial toma a frente, e o simples abraço (que para as mães já é um gesto especial), hoje, passou a ser incrementado por presentes, que, conforme a escolha, saem mais caros do que parecem.
Um levantamento encomendado pela Associação Comercial de São Paulo ao Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) apontou a tributação embutida nos itens mais procurados durante a data comemorativa. O perfume nacional é o que apresenta maior encargo. Para se ter uma ideia, um produto que custa R$ 120, R$ 82,95 são de impostos e R$ 37,05 pelo presente. Se for importado, os valores aumentam devido às alíquotas de importação.
São valores altos para o consumidor, mas que alimentam a esperança dos comerciantes, que consideram o Dia das Mães como a segunda melhor data de vendas do ano, ficando atrás somente do Natal. No Alto Tietê, as expectativas foram positivas, e os lojistas regionais estimaram um aumento de 5% a 20%, dependendo do segmento, em comparação ao mesmo período do ano passado. Apesar de a situação econômica não ser favorável a muitos brasileiros, todos buscam uma forma de surpreender as suas mães. E, para os que não podem escolher os presentes requintados, vale lembrar que o importante não é o valor econômico de um item escolhido, e sim a amplitude da homenagem. Um forte abraço, seguido do respeito, admiração e gratidão, significa mais que qualquer presente e supera todos os encargos tributários.