Outubro Rosa, Novembro Azul, Maio Amarelo são campanhas desencadeadas pelo poder público de forma a conscientizar à população sobre questões que, no dia a dia, afetam milhares de brasileiros e brasileiras, buscando, por meio de diversas atividades e campanhas, a conscientização sobre os necessários cuidados e, com isso, a diminuição de vítimas.
Ações que apresentam resultados favoráveis, pois, uma vez chamada a atenção da população, nos dois primeiros casos, essa passa a discutir o assunto de maneira clara e transparente, sem as vergonhas, oriundas da ignorância e do preconceito que, num passado não muito distante, ceifou muitas vidas de maneira precoce.
Já no caso das vítimas decorrentes de acidente de trânsito, de igual forma, devido a diversas campanhas e ações concretas dos órgãos fiscalizadores, apresentam, ano a ano, bons resultados, porém muito longe das metas estabelecidas pela ONU para 2020. Informação sobre os problemas, orientação de como preveni-los ou tratá-los, bem como a conscientização da importância do tema, são as molas propulsoras das posturas governamentais.
Com essa finalidade, por meio da campanha Maio Laranja, busca-se informar à sociedade sobre um crime que, num primeiro momento não tira vidas, mas aflige milhares de crianças e adolescentes. Trata-se de um delito que ocorre, na maioria das vezes, no local onde deveria ser o "porto seguro" delas e praticado, na maioria, por pessoas muito próximas e que teriam o dever de zelar pelo bem dos seus tutelados. Me refiro ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.
Estudos mostram que no Brasil, a cada 8 minutos, uma criança ou adolescente é vítima de tão vil crime, causando danos irreparáveis no desenvolvimento delas. Trata-se de delito de grande complexidade e que, para um real entendimento e efetivo combate, deve envolver, numa ação transversal, diversos segmentos profissionais, pois, diferente dos vários crimes existentes em nossa legislação, a maioria dos inimigos (criminosos) são íntimos.