Um ano emblemático, inseguro, confuso, além de duvidoso. Vive-se um período de instabilidade, e, para muitos, a esperança se esvai a cada dia, quando o cenário, ao invés de melhorar, piora. Diariamente, os noticiários disparam informações que diminuem, ainda mais, as expectativas de um país organizado e verdadeiramente compromissado. De quem é a culpa por termos uma nação com as piores médias no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), dos índices de violência, das inúmeras deficiências na saúde, no estado de calamidade pública? Sempre dos outros! Da equipe, do gestor e do governo anteriores.
Não é de hoje que o Brasil enfrenta problemas, e, por sua vez, dificuldades na saúde, educação, economia, tecnologia e investimentos. Todas as áreas precisam operar coletivamente para que, de fato, se possa ter uma congruência entre as atividades que ajudam a impulsionar o desenvolvimento de uma nação. Afinal, numa república, cada ministério já é dividido por segmentos, justamente, para auxiliar nessa organização. Eles devem atuar como uma engrenagem e, se um falha, a tendência é que, como um efeito-dominó, tudo comece a desmoronar. E a culpa é de quem?
Não é do governo anterior. Problemas fazem parte do cotidiano de todos os setores, da pequena à grande empresa; e das inúmeras pessoas. A forma como se lida com eles, as estratégias traçadas para enfrentar as crises, os caminhos pensados para driblar as recaídas, e, por sua vez, as ações articuladas para encontrar as soluções é que ajudam a conquistar resultados mais prósperos. E eles nunca serão definitivos, pois sempre estamos em processo de desenvolvimento.
Dificuldades sempre existirão, e elas só tendem a aumentar enquanto alguém, em vez de "culpar os outros", decida agir em prol do bem coletivo, e não individual. Enquanto pensamentos como estes não perpassarem nas mentes dos grandes gestores, continuemos com uma crise administrativa. Portanto, a culpa não é exclusivamente de "um outro", mas de quem não se desafia a pensar "fora da caixa" e se permita evoluir tanto intelectualmente quanto ativamente. Falar é bom, mas agir é essencial!