Certa vez, ouvi uma frase, proferida por uma pessoa muito querida, que dizia o seguinte: "Quem maltrata animal nunca será feliz". Confesso que aquilo me fez refletir sobre os acontecimentos diários envolvendo a crueldade praticada por pessoas, aparentemente civilizadas, contra animais indefesos e, analisando as vidas daquelas que conheci, cheguei à conclusão de que, realmente, aquela sábia frase fazia sentido.
Pessoas amarguradas e sempre de mal com a vida, reclamando e atribuindo seus problemas aos tristes destinos que o Universo lhes conferiu, descontando sua raiva naqueles pequenos seres que, no seu dia a dia, pediam apenas atenção e amor. Como brinquedos são adquiridos para entreter seus filhos e, lamentavelmente, como brinquedos são descartados quando não mais se prestam às suas necessidades. E, quando isso acontece, um péssimo exemplo se firma nas mentes dos pequeninos, que crescem e logo se tornam adultos multiplicadores da insensibilidade que tão choca a sociedade.
É necessário entender que são seres vivos, inteligentes e com sentimentos, uns mais espalhafatosos como os cães e outros, como os gatos, com comportamentos mais recatados. De todo o modo, são leais companheiros que, pelo convívio, segundo os estudiosos no assunto, despertam em nós, seres humanos, o hormônio do amor, do afeto e do carinho, que, em níveis elevados, refletem de maneira positiva em todo o organismo. Por isso, os excelentes resultados obtidos em terapias com a participação de cães nos hospitais, casas de repouso e institutos como a Apae, são trabalhos importantes e levados a efeito com a participação de diversos segmentos, dentre eles o Regimento 9 de Julho e Canil, ambos da Policia Militar do Estado de São Paulo, por meio da equoterapia e cinoterapia.
Protegidos pela Lei Federal nº. 9.605/98, Lei de Crimes Ambientais, são nossos aliados na segurança, na educação e na saúde e, por isso, devem ser tratados com amor e consideração, pois penso que "aqueles que respeitam os animais, jamais farão mal à sua própria espécie".