A nação a cada dia se apequena mais no cenário internacional. Em cena inusitada, a senhora embaixadora do Brasil perante a ONU, deixando de lado a majestade do cargo e esquecendo-se que representava um país, envolveu-se em estéril discussão em painel secundário de simpósio que se realizava.
De forma deselegante e ofendendo as regras diplomáticas, rasgou o verbo contra ex-deputado, notório opositor do governo atual, que, convidado, ali proferia palestra.
Ademais, continuando com seus arroubos de grosseria, sequer se prestou a ouvir as respostas aos assaques proferidos, deixando, com resmungos, o local do encontro. Resultado: não apreciou as palmas atribuídas ao palestrante - alguns o fizeram em pé.
Em sã consciência, quem saberia do discurso de Jean Willis, não fosse a projeção que a mídia deu ao fato, após o absurdo incidente?
Mas, com medo de perder o cobiçado cargo - principalmente quando o esposo, Roberto Azevedo, ocupa outro, de importância na Organização Mundial do Comércio, na mesma Genebra, onde a celeuma aconteceu -, se expôs a tal ridículo.
A ordem do Executivo federal, como sabido, é no sentido da substituição imediata dos ministros de primeira classe que não tomem a defesa do "Capitão". Daí, o pavor se instalando e propiciando cenas hilariantes, que, como incialmente dito, nos denigrem perante o mundo. Embora a situação vexatória fale por si, alguns se deleitaram com a discussão digna de filmeco classe B.
A folclórica e doidivanas ministra Damares Alves, por exemplo, adotou a diplomata, louvando sua coragem em agir amalucadamente. Ademais, por certo, vendo que as ameaças surtiram efeitos, o clã Bolsonaro também se regozijou com o episódio.
Pior o que viria a seguir, quando o máximo mandatário, abençoado pelo seu guru, Olavo de Carvalho, mostrou-se de subserviência ímpar a Trump, oferecendo-lhe, de mãos beijadas, e sem contraprestações, pedaço do território nacional - Base de Alcântara.
Isso fica para outra hora. Por enquanto, máxima vergonha!