Acesso controlado, local isolado, seguranças disponíveis são as condições para que o cidadão passe a residir num apartamento ou numa casa localizada no interior de um condomínio fechado, locais cujos dispositivos são visíveis e trazem, naqueles, a tão esperada e desejada sensação de segurança. Lamentavelmente, mesmo com todo o aparato estrutural e de pessoal, registros de crimes ocorrem no interior desses locais de habitação coletiva.
Há duas semanas, no Rio de Janeiro, o jovem Vinícius Batista Serra, adentrou ao prédio onde reside Elaine Caparroz, mencionando ao porteiro um nome falso. Na ocasião, Vinícius, em seu primeiro encontro, por cerca de quatro horas, agrediu brutalmente Elaine, a qual teve fraturas no rosto e no corpo. Há cerca de um mês, numa cidade do Alto Tiete, dois jovens bem trajados, afirmando que estariam indo ao apartamento de um amigo, tiveram o acesso liberado pelo porteiro. No interior do prédio, acionaram a campainha de um apartamento e, como ninguém atendeu, arrombaram a porta. Ao se depararem com o filho dos proprietários, o qual acabara de acordar, esse foi agredido e coagido a fornecer os valores que haviam na casa.
Nesta semana, fui informado, por moradores de um condomínio da região, que estranhos estavam adentrando ao local usando a senha fornecida por um dos moradores. Por mais tranquilo que seja o local ou a situação, o protocolo de segurança deve sempre ser cumprido, o que, infelizmente, nas situações descritas, não ocorreu.
Num controle de acesso, o visitante deve apresentar ao porteiro a sua identidade e, antes da liberação da sua entrada, ser anunciado ao morador. Os condomínios buscam uma melhor qualidade de vida a seus residentes, os quais, ciente de tal condição, aceitam regras internas que regulam o convívio harmônico. A inobservância por parte de alguns funcionários, bem como o descuido de alguns moradores, em regra conduzidos pela rotina, põem por terra todo o investimento do coletivo, colocando em grave risco a vida de todos os seus habitantes.