Se vários ministérios, em especial, os da Economia e Justiça e Segurança Pública iniciaram suas atividades animando, os eleitores e o mercado, com o da Educação e Cultura, está sendo diferente. Aparando os exageros de certos histriônicos jornalistas, bem como os daqueles que defendem qualquer coisa que venha do atual governo por puro proselitismo, creio que a honestidade intelectual nos faz reconhecer que há certa confusão no Ministério da Educação (MEC), no momento.
Não começou bem a empreitada pretendida. Fora algumas trapalhadas que são de somenos importância a meu ver, há que se frisar que as iniciais e principais metas do ministro Vélez Rodrigues, quais sejam, a dissolução do ocupado Conselho Nacional de Educação, a "Lava-jato" da Educação e a reestruturação da mesma na base, ficaram prejudicadas com os mandos e desmandos dos líderes mais próximos do ministro.
Está tudo muito nebuloso ainda, com cogitações de ingerência direta de militares positivistas e globalistas de alta patente, dissensões entre setores da direita no governo e até fogueira de vaidades, mas o fato é que tudo indica que o ministro está quase isolado e se enfraquecendo, enquanto é massacrado por uma imprensa tendenciosa.
Há muito em jogo: para vários interessados, somas bilionárias em disputa e para os cidadãos de bem, o futuro de um país. Independentemente do imbróglio, segue a certeza de que há muito tempo, não falta dinheiro para a educação no Brasil, mas, no entanto, não há o que se revele eficiente quando a prática e a cultura da corrupção, a defesa do interesse de poucos e um sistema desequilibrado imperam, lastreados em ações orquestradas que incluem até atividades de incautas pessoas de bem que da organização fazem parte.
As ideias do ministro são boas, sobretudo no que refere a depurar o sistema e mudar radicalmente a gestão. É preciso que os líderes do MEC enxerguem isso e apoiem tudo o que for proposta de legítima e profícua mudança. O grande objetivo deve ser o ensino forte que pode fazer do Brasil o colosso do hino!