Pego na mentira, o Presidente da República se vê obrigado a um recuo estratégico, calando-se - logo ele, que não perde a oportunidade para se manifestar!
Pelo tempo em que militou no baixo clero da câmara, os exemplos que deu, efetivamente, foram nesse sentido. Aquilo que defendia com unhas e dentes num dia, já não sustentava no seguinte. Seguia sempre ao sabor dos poderosos de plantão, talhando sua ideologia de acordo com as circunstâncias. Mentira maior que essa?
Há que se convir, no entanto, que o cargo que ocupava era de nenhum relevo, considerando-se o patamar elevado que alcançou! E o fez, em razão de um povo descrente com os governos então escolhidos, que, desconsiderando as carências sociais, empenhavam-se em dilapidar o erário, fazendo da República, território particular.
Não que os eleitores do mandatário atual, desconhecessem sua falta de traquejo para a missão à qual se candidatava, a ausência de cultura e preparo que o notabilizavam. Tentaram a mudança, e, para tristeza geral, nesses primeiros momentos, dada a crise que permitiu se instalasse em seu governo - mercê dos desmandos familiares que não tem pulso para debelar -, amargam natural decepção.
Tirante o fato de, faltando-lhe a obrigatória credibilidade - Bebianno fez questão de apresentar os áudios que comprovavam ter dito a verdade - não reunir condições morais para gerir a mais modesta associação, ressalte-se ainda o seu desprezo pela majestade da Presidência da República - talvez, por isso, tenha sido tratado pelo então Ministro, apenas como "capitão"!
Diálogos com linguagem digna de "armazéns de esquina", onde o abuso dos erros de linguagem atingiu nível inimaginável, nos foram apresentados. Desprezo pela maior rede de comunicação do país, deixando nas entrelinhas que outros canais televisivos poderiam condenar suas atitudes - ao que parece estaria em conluio com eles e temeria suas reações - tudo foi posto à mesa.
Novos capítulos virão? Pobres de nós!