A pirâmide etária reflete uma dinâmica demográfica onde são verificadas importantes transformações na distribuição da população pelas diferentes faixas etárias. Tais informações são importantíssimas para o planejamento socioeconômico de cada país.
No caso do Brasil, podemos afirmar que vivemos um momento particular no que se refere à estrutura etária da população. Considerado jovem até os anos 1970, hoje o Brasil vive um processo de aumento da média de idade. A França, por exemplo, demorou mais de um século para ver sua população idosa saltar de 7% para 14%.
Já em nossa amada terra, tal variação demográfica já deverá ocorrer no período que vai de 2011 até 2031. Ou seja, em apenas duas décadas. Segundo projeções nossa população idosa irá triplicar até 2050. O IBGE estima que o Brasil terá 58,2 milhões de pessoas com 65 anos ou mais.
Por mais que esse ritmo seja acelerado e, portanto, as consequências provocadas por essa profunda transformação estejam logo ali na esquina, não se vê nenhuma política pública no sentido de preparar o país. Esse novo quadro implica em mais pressões e desafios sobre todo o sistema público de seguridade social (saúde, previdência e assistência social).
Teremos mais idosos vivendo por mais tempo, o que é muito bom. Mas, em contrapartida, as múltiplas doenças crônicas tão características nessa fase da vida, vão aumentar a demanda por serviços de saúde.
É exatamente a capacidade dos serviços de saúde voltados para esse segmento que vai determinar se seremos um país com uma população de idosos saudáveis e com qualidade de vida ou um país com velhos enfermos.
Devemos ter como objetivo maior a construção de uma realidade social que permita o "envelhecimento saudável". Ele não é sinônimo de uma vida sem doenças. Mas sim ter como perspectiva a manutenção das habilidades físicas e mentais necessárias para uma vida independente, isso é bastante razoável.
Não é muito querer que a nossa população tenha um envelhecimento ativo.
É apenas justo.