A reforma trabalhista em vigor desde 2017 tinha a mentirosa promessa de modernizar as relações de trabalho e gerar mais empregos. A resposta da Ford à reforma foi o encerramento de sua unidade em São Bernardo do Campo com a demissão de 2.800 empregados diretos, 1.500 terceirizados e um efeito em cascata na cadeia de fornecimento que poderá gerar até 24 mil demissões.
Isso prova, mais uma vez, que a reforma trabalhista veio apenas retirar direitos dos empregados e não gerou nenhum emprego. O que vemos é a precarização das condições de labor, em que o capital foi fortalecido e o proletariado enfraquecido. Isso não era necessário, a própria recessão econômica já reduziu a pressão por novos direitos e a classe proletária já vem cedendo para garantir seus empregos, como ocorreu na GM, em São José dos Campos, melhor ter menos direitos e algum salário do que nenhum. Mas reduzir direitos na caneta, como foi feito e agora pretendem fazer na reforma da previdência, é só sacrificar o mais pobre sem contrapartida dos mais ricos.
É fato notório que a previdência tem grandes devedores que não são cobrados. A fiscalização praticamente não existe e milhares de empresas simplesmente não efetuam o recolhimento das contribuições previdenciárias. O INSS, com suas operações de pente fino, passou a cancelar benefícios de pessoas aposentadas por invalidez, com câncer, um verdadeiro absurdo, tudo para conter o déficit que não é gerado por pobres, mas por militares e servidores públicos do topo da carreira. Não houve adoção de nenhuma medida para geração de empregos, vivemos estagnados, sem direitos para empregados, logo sem aposentadoria e sem empregos, caminhamos para a tempestade ideal de uma futura convulsão social.
É preciso retomar com rapidez o crescimento, pois só a geração de riquezas pode acomodar a todos. No caminho em que estamos, nos dirigimos a um país só de miseráveis, deseducados, desempregados e desprotegidos, sem poder de compra o que gera instabilidade social e só piora o quadro que já é péssimo.