O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, qualificou como uma "tentativa de golpe", orquestrada pelos Estados Unidos, a declaração o presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que se autointitulou "presidente encarregado" do país. Segundo Maduro, o "governo imperialista" dos EUA busca impor um "golpe de Estado", o que ele diz que evitará. Diante disso, Maduro afirmou, durante discurso a apoiadores na sede da presidência em Caracas, que estava rompendo relações diplomáticas com a administração de Donald Trump, determinando a expulsão do país de todos os diplomatas americanos em 72 horas.
"Um qualquer não pode se autointitular presidente, só o povo", ressaltou Maduro. Segundo ele, houve "eleições livres" na Venezuela em 15 de outubro, apesar das críticas ao processo de parte da comunidade internacional, inclusive do Alto Comissariado da Organização das Nações Unidas para os Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia, bem como de vários países, como os EUA. Por outro lado, o processo eleitoral foi apoiado por China, Irã, Rússia e Turquia, por exemplo. Em sua fala hoje, Maduro disse que falou recentemente por telefone com o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que renovou seu apoio. (E.C.)