Isaque armou a escada e pediu ao filhinho Jacó que subisse. Depois de alguns degraus, ele ordenou à criança: "Pula que papai segura!" Receoso, não quis pular. O pai insistiu: "Filhinho, não tenha medo, papai segura você!" Com mais confiança, atirou-se em direção aos braços do pai, este se afastou e o pequeno estatelou-se no chão. Isaque arrematou: "Nunca acredite em ninguém, nem em papai!"
Alguém quer finalizar a compra de um considerável lote de mercadoria a fim de promover as vendas da sua loja. O gerente da fábrica, para viabilizar a transação, exige o aval de alguém aprovado. A entrada do avalista em cena tem o objetivo de reduzir o risco da operação de crédito, arrolando também os bens pessoais. Stephen Kanitz, administrador por Harvard, em artigo sobre o assunto, pergunta: "Mas que interesse tem o avalista em colocar seus bens em risco sem nada receber em troca?" E considera: "O avalista entra gratuitamente nesse contrato como um voluntário, um altruísta, sem receber uma remuneração pelo serviço que presta. O avalista só entra com obrigações e não tem nenhum benefício, só chateação".
Infelizmente, laços familiares e de amizade influenciam sua assinatura, e mesmo da sua mulher; se você disser não porque avaliou corretamente os riscos, deixará amigo ressentido ou parente magoado. O "não" é o melhor caminho para salvar sua pele numa possível inadimplência futura do devedor. Se você não tem o dinheiro para cobrir o aval, pior ainda, vão te acusar dizendo que nunca deveria tê-lo dado. Num processo judicial você poderá perder, ainda, os bens a fim de cobrir a dívida.
Russell Shed, grande teólogo, dizia: "Se alguém vem me consultar a respeito de algum assunto, eu sempre digo: primeiro vamos ver o que a Bíblia diz". Escrevo hoje para você não errar como eu errei, não consultei a Bíblia. Em Provérbios 22: 26-27: "Não estejas entre os que se comprometem e ficam como fiadores de dívidas, pois se não tens com que pagar, porque arriscas perder a cama de debaixo de ti?"