Tem gente que ainda pensa que economia é só conta, número e que, com planos, o governo poderia resolver os problemas econômicos do Brasil. Todo mundo já se acostumou com as taxas de juros impostas, bem como com sua interferência no câmbio e isto ocorre há muitas décadas, sendo que até hoje, mesmo as manobras mais acrobáticas, não se mostraram eficazes para resolver o problema econômico.
Mas a interferência do governo nessa complexa maquinaria que se chama economia não para aí e à medida que o tempo vem passando, mais e mais ingerência há no mercado, ora mantido refém desse governo. Essa ideia de que um Estado grande é benéfico e indispensável para regular a economia foi bem desenvolvida, em oposição ao liberalismo, pelo inglês Keynes no início do século XX e adotada por muitos países numa maior ou menor medida, mas o fato é que interessa para os líderes políticos esse modelo, à medida que lhes confere mais e mais poder, bem como os resultados desse acúmulo nas mãos de poucos.
Observemos que o Brasil é um grande exemplo que adota esse modelo e podemos citar como pilar a chamada constituição cidadã de 1988, por meio da qual se obriga o Estado a entregar uma série de benefícios ao cidadão, mas que infelizmente, na prática, nunca vieram e nunca virão, exceto numa pequena e desequilibrada medida.
Num sistema oposto a esse está a escola austríaca de economia, que tem em Mises seu maior expoente e que prega que para agir na economia é necessário um entendimento epistemológico, antropológico e psicológico, além do cálculo econômico, propriamente dito, sendo que a escassez do produto é o que dita seu preço e para evoluir é necessária a poupança do capital, do trabalho e da terra.
O Brasil não tem preços livres, muito pouca poupança e baixa produtividade. O atual governo dá sinais claros de que promoverá esse modelo liberal: certamente, não será com decisões concentradas e imposições que poderá tirar o país desta estagnação estatizante, mas com paciência e lenta evolução.