O ano começa e junto a ele chegam as inúmeras tempestades comuns ao mês de janeiro, que costumam causar vários estragos devido às enchentes e ventos fortes que vem seguidos dela.
Infelizmente, a maioria das cidades brasileiras não está preparada para receber os volumes de água provenientes dessas chuvas, causando assim, diversos prejuízos e acidentes.
Já há algum tempo estamos passando por algumas mudanças climáticas, que tem grande influência no volume das chuvas. No Estado de São Paulo, por exemplo, em dezembro e janeiro, a média de chuva deve ser em torno de 200 milímetros, entretanto, o esperado para o mês todo chega a vir de uma vez, em apenas algumas horas, devido a essas alterações.
Em casos de chuva muito intensa é difícil ter estrutura para receber essas quantidades de água, por isso, algumas medidas podem ser adotadas para tentar amenizar os efeitos colaterais desses temporais.
Existem alternativas para se evitar enchentes, uma das mais utilizadas é a construção de piscinões, que são muito eficientes no armazenamento da água. É uma solução eficaz, porém, muita cara e vagarosa.
Além do piscinão, uma medida importante que pode evitar enchentes é a limpeza constante de bueiros e córregos, desse modo, evitando o entupimento e fazendo com que grande parte da água das chuvas tenha um destino.
Já existem hoje algumas iniciativas inovadoras, como os bueiros inteligentes, que por meio de um filtro e um software, impedem que os bueiros fiquem entupidos. O filtro, envia um sinal para a central de monitoramento quando a sujeira atinge 80% da capacidade, fazendo com que uma equipe de limpeza seja enviada ao local.
Existem ainda diversas formas de amenizar os alagamentos, como ter cada vez mais áreas verdes, instalar em alguns locais sistemas de drenagem, plantar vegetação em torno dos rios que cruzam os centros urbanos.
Como não existe fórmula mágica para controlar o nível da chuva, devemos fazer sempre a nossa parte e cobrar o poder público.