A violência no Brasil alcança índices inimagináveis. Refém dos malfeitores, assustada com os fatos que se alardeiam no dia a dia, a sociedade buscando por socorro. Suas súplicas, no entanto, não encontram eco!
Embora se percam em explicações, as autoridades responsáveis pela segurança, entoam belos discursos, que, no entanto, não saem dos papéis. As organizações criminosas, sem o mínimo receio, arquitetam os mais fantásticos planos. Desde fugas mirabolantes, envolvendo, inclusive, aeronaves, até o extermínio de autoridades públicas que se transformem em empecilhos - numa clara demonstração de que o Estado não lhes inspira cuidados, de que se têm por super poderosas -, tudo isso é pensado, e, quem sabe, em determinado instante, seja posto em ação.
E, o que mais desanima: não se vê plano dos governos que confortem ao já desesperançado povo. Resultado: as casas, no passado, de muros baixos e portões abertos, como que abertas às visitas, hoje se transformaram em verdadeiras fortalezas, nas quais se destacam as grades, em demonstração clara que o homem ordeiro e cumpridor de seus deveres se tornou prisioneiro inconteste!
Nesse diapasão, em instante triste, que se pranteia, quem sabe vítima do viés em discussão, a Catedral de Campinas se viu conspurcada pela sina homicida de senhor que, em ato tresloucado, ou não, resolveu atirar em fiéis que, momentos antes haviam encomendado suas preces ao Pai Criador.
Intolerância religiosa? Matar por matar? Quadro depressivo? Imitação barata de atos de igual covardia que identificam os Estados Unidos? Ainda não se sabe a razão do ocorrido, eis que seguindo o processo dos abjetos americanos, ao final, o senhor também se matou.
O que se sabe - e, repito, se deplora -, é que os templos, por tanto tempo lugar de paz, onde os mais aflitos buscavam lenitivos às suas dores, até eles já não despertam a condescendência dos bárbaros de plantão.
Em que esquina da vida se perdeu o "Amai-vos uns aos outros"?