Iniciaremos 2019 com uma boa notícia no setor de Segurança: quatro dos principais indicadores criminais apresentaram queda nos municípios mais populosos do Alto Tietê entre os meses de janeiro a novembro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP).
A maior queda foi no crime de homicídio: 12%. De janeiro a novembro do ano passado foram registrados 107 casos na região, no entanto, neste ano, foram 94. Os roubos tiveram queda de 6% nas cidades. Assim como os roubos de veículos, os furtos de veículos também diminuíram, em 3%. Já as ocorrências de roubo de veículos caíram em 7%.
Em todo território nacional também foi possível verificar uma queda nas mortes violentas nos nove primeiros meses de 2018, segundo levantamento feito pelo site G1. Neste segundo ano da pesquisa, em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), o resultado mostrou que o número de pessoas assassinadas ainda é alto, mas entrou em ritmo de queda.
De janeiro a setembro de 2018, 39 mil pessoas morreram em assassinatos dolosos - com intenção de matar, agressões seguidas de morte ou latrocínios - roubos que acabam em morte. No mesmo período de 2017, quase 45 mil brasileiros foram vítimas da violência. A queda apresentada foi de 12%.
Tanto os dados analisados pelo G1 quanto pela SSP são positivos e jogam, naturalmente, uma pressão para que o novo governo que irá assumir o país no primeiro dia de 2019 mantenha esses números positivos ou até os melhore. Para isso, basta verificar as ações que funcionaram, como maior efetivo das rondas em bairros com histórico de insegurança, e aplicá-las novamente.
Além disso, a Polícia Civil está cada vez mais sucateada e isso afeta, por exemplo, na baixa taxa de esclarecimento de homicídios. Se essa importante estrutura de segurança não melhorar significativamente, para que os autores dos crimes sejam identificados, presos e condenados, não haverá mágica para reduzir a impunidade. Mais uma prioridade a ser solucionada pelo futuro presidente já no primeiro ano de mandato.