A Prefeitura de Campinas, interior de São Paulo, confirmou na tarde de ontem a morte de Heleno Severo Alves, de 84 anos, baleado anteontem, durante ataque na catedral na região central da cidade. Ele estava internado no Hospital Municipal Dr. Mário Gatti, onde passou por cirurgia. Outros fiéis morreram durante o ataque: José Eudes Gonzaga Ferreira, de 68 anos, Elpidio Alves Coutinho, Sidnei Vitor Monteiro, de 67, e Cristofer Gonçalves dos Santos.
No início da tarde desta quarta, a Catedral de Campinas foi reaberta com uma missa para homenagear as vítimas do ataque. O autor dos disparos que mataram as quatro pessoas e feriram outras quatro no interior da Catedral Metropolitana da cidade foi identificado pela Polícia Civil. Trata-se do analista de sistemas Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos. Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), ele já ocupou um cargo de auxiliar de promotoria, mas exonerou-se da função em 2014. Grandolpho abriu fogo contra as pessoas que rezavam na catedral logo após uma missa. Em seguida, foi baleado por policiais, caiu e atirou contra a própria cabeça. 
O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou ontem que a ação foi um ato "promovido por uma pessoa desequilibrada mental e emocionalmente" e que "não há relação com flexibilização ou não do porte de arma, essa é uma discussão que tem que seguir". (E.C.)