É verdade que em tempos do "politicamente correto", falar de Deus não é "cool", como já ouvi, mas creio que ainda temos liberdade de expor o que pensamos e este espaço respeita isto. No artigo passado, concluí que o resumo da lei moral de Deus é o amor, sendo que sabemos não se tratar de um mero sentimento ou emoção, mas, sim, de ação que deve ser constante, na direção de seus destinatários principais: Deus, em primeiro lugar e, depois, o próximo.
E o que temos feito pelo nosso próximo num país de injustiça e exclusão social? Seria lindo se entregássemos o máximo de recursos financeiros ao governo e este, por sua vez, cuidasse de forma justa e equilibrada da população mais carente, sobretudo, incluindo-a na sociedade, de maneira que pudesse produzir, crescer, tornar-se independente do Estado e, assim, ajudar a outros desvalidos e assim por diante.
Está mais do que claro que essa constituição exaustiva, que garante inúmeros direitos ao cidadão, não funciona, simplesmente, porque o Estado, não obstante receber demasiados recursos, é incapaz de cumprir a sua missão, seja por inépcia ou desonestidade e desvios. Assim, fica para o povo, a missão de reverter o quadro. Mas como? Doando mais! Quando indico "doando", não refiro só a dinheiro - claro que ele, se for só o que você pode dar - mas também, tempo, energia e serviço. Ouvi, ontem, no Roda Viva, a entrevista do Sr. Eli Horn, presidente do conselho da Cyrela, uma das maiores incorporadoras do país, e gostaria de parabenizá-lo pela performance, visto que, em síntese, mais do que falar sobre incorporações e construções, ele disse que estava ali para cutucar o povo brasileiro a fazer o bem, a doar mais.
Mesmo sendo um dos mais ricos brasileiros, já doou, em vida, 60 % de sua fortuna para a filantropia e criou uma entidade beneficente. É a partir de exemplos como este que devemos nos mover, sem ficar esperando, exclusivamente, de um Estado que não vai entregar e isto não significa que devemos deixar de fiscalizar e cobrar desse Estado!