Na madrugada de quinta-feira, um viaduto da Marginal Pinheiros, que passa sobre a linha 9-Esmeralda da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), cedeu dois metros e corre o risco de desabar. A circulação dos trens que passam sob a via precisou ser suspensa porque a vibração das composições faz a estrutura vibrar e o risco de queda é maior, e pior, pode cair em cima de um trem lotado de passageiros. Seria uma tragédia.
Por pura sorte, quando a via baixou não havia nenhum veículo trafegando. Se houvesse, a pancada com a estrutura de concreto e metal seria tamanha que certamente o impacto seria fatal, dada também as condições de velocidade que as marginais proporcionam.
Assim como foi sorte o fato de que nenhum dos deslizamentos de terra que atingiu a rodovia Mogi-Bertioga (SP-98), neste ano, acertou veículos que passavam pelo local. Assim como poderia ter ocorrido na via paulistana, se alguma rocha ou até mesmo a movimentação do terreno atingisse o traçado, o resultado poderia ser catastrófico.
Na avenida Jacu Pêssego, via que liga a região do ABC, Trecho-Sul do Rodoanel Mario Covas (SP-21), à região, pela rodovia Ayrton Senna (SP-70), pouco antes de junção entre as duas malhas viárias, há um vão aberto por falta de uma estrutura metálica. O espaço, de uns 50 centímetros, é o suficiente para danificar a suspensão de um carro ou moto e causar um acidente. Ainda não ocorreu por pura e sorte.
E à própria sorte as autoridades públicas vão deixando essas coisas ocorrerem sem sequer realizar manutenção das vias, ou providenciar o conserto. Resta aos cidadãos, que estão cansados de pagar impostos sem saber onde os recursos são utilizados, também contar com a sorte para poder voltar para casa, uma vez que não é somente a violência urbana que causa medo nas pessoas, mas agora, um das principais obrigações das cidades, que é manter o viário em boas condições de uso e seguro, também pode acabar com a vida de alguém. Até quando essa sorte vai durar ainda não sabemos, mas parece que o poder público está pagando para ver.