O calor parece ter se instalado de vez no Sudeste, ao menos a população do Alto Tietê já começa a sentir na pele, literalmente, a proximidade da estação mais quente do ano. Para muitos que não suportam as temperaturas mais baixas, um alívio, mas para outros, que preferem um clima mais ameno, o martírio está apenas começando.
Fato é que isso não dá para mudar, uma vez que é um evento cíclico na natureza, no entanto, se no inverno o perigo maior está no frio e nos riscos que ele traz a quem não consegue se aquecer, o verão brasileiro liga o sinal de alerta para o período de chuvas e alguns temporais. Ao menos em nossa região o perigo maior está relacionado ao deslizamento de terras e enchentes, que pode invadir casas, impedir a passagem de carros, ônibus e até de trens em alguns pontos.
Em razão disso, Itaquaquecetuba e Poá saíram na frente ao anunciar que ambos os municípios terão um plano de redução de impactos causados pelas fortes chuvas. Em Itaquá foi realizado até uma audiência pública detalhando como será a ação. Até ontem, a prefeitura havia informado que 55 bairros foram divididos em 31 setores. Esses locais passaram por uma avaliação e tiveram imagens registradas, cadastro de moradores e estudos para determinar o perigo.
Em Poá, os trabalhos estão mais focados na limpeza de bueiros e de canais para evitar as enchentes. Ainda assim o município mantém a fiscalização em 19 áreas consideradas de risco, mesmo o território poaense não tendo nenhum ponto assim . Esse trabalho que está sendo realizado em Itaquá e Poá deve ser seguido pelos demais municípios da região. A somatória de fortes chuvas com áreas de risco e canais saturados é a receita certa para que tenhamos episódios de enchentes e deslizamentos de terras. A prevenção e a limpeza desses lugares podem amenizar os efeitos do período mais chuvoso.
É importante lembrar esses trabalhos promovidos pelo poder público são importantes, mas não adianta nada realizar esse serviço e não ter a cooperação da população, que ainda tem a mania de jogar lixo na rua e culpar os políticos.