A temporada das chuvas já bate à nossa porta. Com ela vem a elevação dos reservatórios da Grande São Paulo, vem também a água para a lavoura e a umidade necessária para manter o ar da atmosfera com maior qualidade para respirar. A chuva também traz outras coisas, essas nem sempre tão boas, que são as inundações, deslizamentos de terra e a proliferação de mosquitos, principalmente do Aedes aegypti.
O mosquito, além de ser o transmissor da dengue, zika e chikungunya, também resolveu transmitir a febre amarela, doença tão ou mais preocupante que as demais. Isso já vem desde o final do ano passado e começo deste. Para resolver essa situação da proliferação do Aedes, uma solução seria a população e governantes coloquem a mão na consciência e façam o possível para evitar o nascimento desses insetos. Mas, como essa modificação de postura não ocorre entre um ano e outro, às vezes requer gerações inteiras para mudar algo que já está arraigado em nossa sociedade, que podemos esquecer essa ideia. A outra seria, simplesmente, se vacinar.
A princípio, essa afirmação soa um tanto infantil, no entanto a infantilidade está relacionada, na realidade, a quem deixa de tomar a vacina por acreditar que ela pode causar outras doenças ou síndromes, como o autismo. A imaginação pode até ser maior quando pensam que as vacinas são planos do governo para eliminar parte da população.
No começo do mês, na cidade de Cunha, interior de São Paulo, um homem que trabalhava em uma área rural de Caraguatatuba, litoral norte, morreu de febre amarela. Mesmo com campanha da Secretaria de Saúde local, a vítima se recusou a tomar a vacina.
Antes que digamos que isso é coisa de brasileiro, nos Estados Unidos um surto de sarampo atingiu o país depois que um movimento antivacinas ganhou as ruas. Há ainda movimentos semelhantes na França e demais países da Europa. Na Itália e na Alemanha, onde antes a vacinação era voluntária, ela se tornou obrigatória a ponto de os pais serem penalizados caso não vacinem os filhos. Vale a reflexão: o que é melhor? A vacina, que passou por diversos testes, ou uma crendice que data do início do século passado.