Blaise Pasccal (1623-1662), físico, matemático, filósofo e teólogo francês, criador da Teoria das Probabilidades e inventor da "maquina aritmética", precursora da atual máquina de calcular, influenciado por Santo Agostinho, afirmou que há um vazio no formato de Deus no coração de todo homem: "Então como preenchê-lo?".
O dialogo pela verdade tanto no campo religioso como político, firmado na moral e na ética, traz o benefício do compartilhamento da sabedoria, da experiência e do conhecimento que ajudaram no passado o homem, com estas ferramentas, a desvendar mistérios e segredos que beneficiaram o relacionamento humano evitando a guerra, a fome, a peste e a morte.
Jesus, após a ressurreição, ordenou aos discípulos: "Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo, quem, porém, não crer será condenado". Há liberdade para o homem, enquanto vive, para escolher entre salvação ou perdição, dependendo de ser tocado, ou não, pelo Espírito Santo que o convence estar separado de Deus pelo pecado e necessita da cruz de Cristo para ser justificado.
Estamos vivendo num deserto da verdade na era atual do pós-modernismo, e como cristãos quando anunciamos a única Verdade, Cristo, somos reprovados. Segundo este movimento existencialista cada um tem sua própria verdade com valor igual a qualquer outra verdade, pois tudo é relativo.
O sujeito pós-moderno é um produto cultural do meio, não tem individualidade e nem o conceito de um Deus pessoal. O ser humano é apenas o que a sociedade deseja que seja. Perdeu-se a pretendida autonomia do homem moderno guiado pela razão; suas emoções e sua interpretação de si mesmo, assim como as suas ações são deferidas pela sociedade.
Esta redefinição pós-moderna do sujeito produziu o ambiente propício para negação da culpa e da responsabilidade pessoal. Como ser social deixa de ser réu dos seus atos e decisões e torna-se vítima da sociedade injusta na qual vive.