As eleições terminam hoje e, apesar de toda apreensão normal em um dia especial como esse, isso significa que a paz entre familiares e amigos deve ser restabelecida. Afinal, depois de tanta paixão partidária exposta por muitos brasileiros, amanhã será dia de voltar ao trabalho e encarar aquele colega da mesa da frente, com posição política diferente da sua. E a vida segue.
Os eleitores ainda precisam encontrar um ponto de equilíbrio, e isso deverá acontecer com o passar do tempo. Essas eleições foram curtas, tiveram apenas 45 dias, diferentemente das anteriores, com quase três meses de campanha. Ainda bem. Muitos já devem estar de saco bem cheio de tanta briga e discussão em torno do futuro presidente do Brasil, sendo que muito das discordâncias foram geradas por notícias falsas nas redes sociais, conforme publicado em material divulgado pelo Grupo Mogi News de Comunicação na edição de ontem.
Fala-se até em urnas eletrônicas manipuladas e, agora, em pesquisas, que também apresentariam pouca confiabilidade. Bom, esse último ponto tiraremos a limpo hoje, quando, provavelmente, Jair Bolsonaro (PSL) garantir seu lugar na cadeira mais importante do país, e João Doria (PSDB) deve vencer, raspando, a disputa contra Márcio França (PSD) em São Paulo.
Temos, sim, que nos preocupar com a política, pesquisar e votar no candidato que achamos certo e com chances de ditar um novo rumo para o Brasil. Estamos perdendo aquela fama de povo alienado, o que é muito importante para o desenvolvimento da democracia e a busca dos nossos direitos. Mas, ainda falta o ponto de equilíbrio. Podemos ser engajados politicamente, mas sem agressões pessoais. Lembremos dos ex-presidentes Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Lula. Muitos eleitores os consideraram intocáveis e depois se arrependeram. É o mesmo que acontece hoje em dia com Bolsonaro. Certamente não vale a pena tanta idolatria. O tempo e a história registrarão isso. Nada tem haver com torcer contra. Seja lá quem vencer as eleições, desejamos sorte. E que os quatro próximos anos sejam melhores que os quatro últimos.