Na década de 1990, com o discurso de combater a opressão dentro do sistema prisional, bem como vingar a morte de 111 presos no episódio denominado "Massacre do Carandiru", surge, dentro de um presídio de segurança máxima do interior de São Paulo, uma das piores facções do crime organizado no nosso país, o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Norteados por um estatuto escrito à mão e tendo a liderança disputada pelas regras do crime, ou seja, mediante a violência, no ano de 2001, a facção ganhou notoriedade quando coordenou uma megarrebelião em cerca de 29 penitenciárias do Estado.
Mas foi em 2006 que a organização criminosa atingiu o auge da ações. Prédios públicos foram atacados, ônibus incendiados e agentes das forças de segurança, especialmente os folga ou aposentados, assassinados. Rebeliões ocorreram em vários presídios, em que detentos mataram os de facções rivais. Pelo pânico causado, serviços essenciais como escola, transporte e bancos foram paralisados. Duras foram as respostas das Forças Policiais, em especial da Policia Militar, instituição que, dada a sua missão constitucional, encontrava-se num embate frente a frente com os criminosos.
O tempo passou e a facção criminosa se expandiu para outros estados, bem como para outros países. Com atividades como o tráfico de drogas, roubo a banco, de carro forte e caixas eletrônicos, a visão da organização passou a ser o lucro. Aprimoraram a estrutura criminosa e, por meio de comércios aparentemente lícitos, passaram a lavar o dinheiro obtido com o crime.
Encontraram em políticos corruptos o meio de adentrar ao sistema, passando a utilizá-la em seu proveito. Financiaram campanhas, bem como lançaram seus integrantes como candidatos.
No próximo domingo a situação se repete e nesse caso, infelizmente, a polícia pouco pode fazer, cabendo à cidadã e ao cidadão contribuir para que tais manobras sejam frustradas, votando em candidatos honestos e que não tenham ligação com o crime e com criminosos. Na dúvida, consulte o Google!