Estamos a poucas semanas da eleição nacional. Após um mandato tumultuado com direito a cassação da presidente da República, prisões, desde a do ex-presidente, deputados, senador, empresários e agentes públicos, sem falar nos ainda sob investigação, o eleitor tem a chance de fazer novas escolhas por meio do voto, para que possa tentar dar um novo rumo governamental à União e aos Estados federados e, por conseqüência, recolocar o Brasil nos trilhos.
Um grande problema que temos no país é o da conscientização do eleitor. Pouco, ou quiçá quase nada, pensa o eleitor em matéria de filosofia político partidária, planos de governo, perfis dos candidatos e capacitação para os cargos aos quais se propõem. No Brasil tantas vezes o mesmo eleitor que vota em um presidente de um partido, vota em candidatos à Câmara Federal e Senado de partidos totalmente opostos em matéria de pensamento político, o que demonstra a total imaturidade para a seleção daqueles que precisam encontrar harmonia para que o país se reconstrua.
É preciso escolher aqueles que realmente tenham um programa de governo viável e que possam pactuar de sintonia comum, ou como em uma orquestra, tenham afinação dos diversos instrumentos. Já passou da hora do eleitor se conscientizar que seu voto tem um valor ideário, precisa se voltar a um ideal coletivo, comum e não pessoal.
Uma empresa para ter sucesso precisa de gestores capacitados, com liderança e que trabalhem em sintonia, não é verdade? O que dizer então de um país repleto de diversidade e com dimensões continentais, pois, comparativamente a Europa ocidental inteira cabe dentro do território brasileiro. Como então orquestrar o progresso comum e geral com tanta diversidade, se os governantes de cada Estado, não tiverem sintonia com a presidência da república, e ainda, se os deputados e senadores também não buscarem os mesmos ideais?
Ora, se queremos um Brasil melhor, que tal votarmos com cidadania e consciência?