Não acredito em salvador da pátria, não sou militante político e, também, não faço campanha, mas me confesso indignado com a maneira tendenciosa e descarada, através da qual boa parte da grande mídia e dos formadores de opinião, tem lidado com os fatos envolvendo o candidato, especialmente, porque lidera nas pesquisas de intenção de voto.
Muitos no Brasil, se não, a maioria, já se convenceram de que vale tudo no jogo da vida e por que não, no político? No entanto, há elementos que nos fazem concluir, claramente, que o brasileiro é conservador na média: basta você perguntar quanto a valores como vida, família, propriedade e liberdade, por exemplo, que comprovará isso e, portanto, lá no fundo, o brasileiro gostaria de resgatar os princípios judaico-cristãos que fundamentaram a nossa sociedade. Então, desqualificar pessoalmente alguém que quer resgatar esses valores se alcançar o governo, com base na falácia é revoltante: que se lute no campo das ideias, mas com honestidade intelectual!
O candidato já cansou de repetir que não é racista, homofóbico, misógino etc tem provado isso ao longo do tempo e desafiou aqueles que continuam defendendo essa tese a comprová-la. É claro que comete falhas e escorrega nalguma assertiva, o que não prova crime algum: longe disso. Agora, não bastasse o esforço para convencer a população da mentira de que o candidato prega o ódio e a violência, alguém tenta lhe tirar a vida e, em seguida, muitos começam a transformar a vítima em culpado pelo próprio atentado que recebeu, afinal, a causa seria o seu próprio discurso.
Aguardemos as investigações e a conclusão do caso, mas de barba de molho, pois o estágio moral em que chegou nosso país pode produzir qualquer absurdo. Não sejamos, pois, incautos para aceitar quaisquer teses ou informações que possam servir a propósitos escusos, lembrando-se de que o conservadorismo no poder incomodaria demais, boa parte dessa contaminada classe política brasileira.