O desassoreamento do rio Jaguari se encontra em fase de preparação e os serviços devem começar já no próximo mês. De acordo com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), o objetivo será limpar 1,3 mil metros do Jaguari entre a foz junto ao rio Tietê e a estrada do Preju. A estimativa do departamento é a remoção de, aproximadamente, 13,5 mil metros cúbicos de sedimentos.
Conforme adiantou ao Grupo Mogi News, o DAEE pretende iniciar o desassoreamento do rio Jaguari em dezembro, o serviço deverá beneficiar moradores de Suzano e Itaquaquecetuba, cidades por onde o rio corre. A ação faz parte de um pacote de projetos para serviços e obras que visam combater as enchentes na região do Alto Tietê.
A limpeza deste e outros rios foi amplamente requisitada por prefeitos da região. Em outubro, o prefeito de Suzano Rodrigo Ashiuchi (PL) participou de uma audiência com o superintendente do DAEE, Francisco Eduardo Loducca, para cobrar o desassoreamento dos rios Tietê, Guaió e, especialmente, Jaguari, que costuma transbordar com frequência na zona norte da cidade após intensa chuva.
O córrego Itaim, em Poá, e o rio Guaió, em Suzano, são outros cursos d'água da região que ainda aguardam licença para o desassoreamento. Em Poá, o projeto estabelece a limpeza de mil metros do córrego Itaim no trecho entre a rotatória da avenida Marginal e a rodovia Mogi-Guararema (SP-66), com remoção de aproximadamente 13,5 mil metros cúbicos de sedimentos.
Em Suzano, 1,5 mil metros do Guaió no trecho entre a foz junto ao rio Tietê e a rodovia Mogi-Guararema, com a estimativa de remoção de cerca de 25 mil metros cúbicos de sedimentos. Ambos ainda não possuem datas divulgadas para inicio da limpeza.
Outro rio da região que também está incluso no pacote de R$ 9,1 milhões para desassoreamentos é o Jundiaí, em Mogi das Cruzes. Neste, os trabalhos já tiverem início quinta-feira e até o fim dos serviços três mil metros do rio deverão ser retirados entre a avenida das Orquídeas, na várzea do rio Tietê, e a rua José Pereira. O curso dágua marca a divisa de Mogi e Suzano.
As máquinas removerão um volume aproximado de 37 mil metros cúbicos de sedimentos do canal e a estimativa é que terminem os trabalhos dentro de um período de nove meses.
Sobre as toneladas de material que são retirados dos rios nestes processos, o DAEE explicou que após os serviços de limpeza são necessários até cinco dias para o ressecamento dos sedimentos extraídos dos rios e após esse período o lixo tem como destino final os aterros licenciados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
*Texto supervisionado pelo editor.