Desde a pré-história, as pessoas já batiam os pés no chão conjugando os passos com os sons que realizavam com o auxílio das mãos, criando assim, uma sequência de ações ritmizadas. Já o formato de dança conhecido atualmente se desenvolveu no Egito, quando os praticantes agradeciam ou evocavam deuses com pedido de sol ou chuva, por exemplo - isso dois mil anos antes de Cristo. Para dar visibilidade a essa arte milenar, Mogi das Cruzes recebe hoje, a partir das 11 horas no Cemforpe, o último dia do 12º Festival de Dança. O evento é organizado pela Companhia Regina Ballet.
Ontem foi dia dos grupos de bailarinos de diferentes modalidades se apresentarem no período da tarde no mesmo espaço. Os primeiros colocados de ontem e hoje terão a oportunidade de se apresentarem no Festival de Dança da Espanha, em abril de 2020, na cidade de Lalín, município da Galiza.
Segundo Regina da Silva Cunha, organizadora do festival, todos os participantes recebem prêmios. "Os grupos de bailarinos de diferentes modalidades que já se apresentaram e se apresentarão hoje, ganham certificado de participação. Para os melhores classificados, o prêmio será bolsas para cursos ministrados por escolas de danças parceiras. Os vencedores irão ao Festival de Dança da Espanha, além de receberem troféu", explica.
O Festival teve início na sexta-feira passada, na escola Regina Ballet, com workshops ministrados por bailarinos reconhecidos, entre eles, Cecília Kersh, bailarina clássica, formada pelo Theatro Municipal do Rio de Janeiro e com experiência fora do país. "A Cecília faz parte do júri do festival, o qual tem como aspectos avaliativos a técnica, a musicalidade, a limpeza e o figurino. Hoje, grupos de dança livre, jazz, contemporâneo, sapateado, urbana e dança de salão fazem o encerramento do festival. No primeiro dia, bailarinos dos ritmos de clássico, repertório, gospel, dança do ventre, neoclássico e popular se apresentaram", destaca Regina.
Nessa edição, o evento conta com cerca de 1.011 bailarinos e 45 grupos. Quando o festival começou, em 2007, 28 bailarinos se apresentaram. Assim como em 2016, no ano passado o projeto foi aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura.
Ação Solidária
O evento tem entrada gratuita, no entanto, a organização pede para que o público leve uma peça de roupa para ser doada ao Fundo Social da Prefeitura de Mogi, que repassará o material arrecadado a entidades carentes. A expectativa é de que sejam doadas cerca de 2,5 mil peças de roupa.
*Texto supervisionado pelo editor.