Com mais de cem itens, a exposição "Imagens Impressas: um Percurso Histórico pelas Gravuras do Itaú Cultural" mapeia seis séculos da produção gráfica europeia, em um recorte que revela a diversidade de técnicas e temáticas das criações dos artistas que exploraram tal linguagem - incluindo aqueles que não a tinham como atividade principal.
Sob curadoria de Marcos Moraes, são reunidos, em dois andares do instituto, trabalhos de nomes como Eugène Delacroix, Francisco Goya, Edouard Manet, Rembrandt van Rijn e Toulouse-Lautrec. Além disso, ganham destaque duas obras incorporadas recentemente à coleção - composta, no total, por 453 imagens. São elas: a litogravura 'David et Bethsabée', de Pablo Picasso, e a xilogravura 'Girls on the Bridge', assinada por Edvard Munch.
Na mostra - que não segue, necessariamente, um rigor cronológico -, o público ainda poderá conferir a gravura mais antiga da seleção, 'Cristo Carregando Cruz', feita em 1475 por Martin Schongauer, um dos primeiros gravuristas de que se tem notícia. E também o primeiro trabalho a ser incorporado a esse acervo, a obra 'Haec Crux', de 1590, produzida pelo gravador Ian Collaert
Assim, a exposição engloba desde técnicas tradicionais de impressão até experimentações de linguagens feitas, por exemplo, pelas vanguardas russas e por nomes como inglês Stanley William. Aliás, a mostra evidencia como tais inovações contrariaram, no fim do século 19, a ideia de que novidades técnicas, como o desenvolvimento da fotografia, enfraqueceriam as gravuras. (E.C.)