Há 26 anos sem levantar um caneco, a Argentina retorna ao Brasil, depois do vice-campeonato na Copa do Mundo de 2014, para colocar fim neste amargo jejum. Os hermanos contam com a fase espetacular de seu maior craque atualmente, Lionel Messi, para que volte a comemorar algum título. A última conquista foi, justamente, da Copa América, em 1993, quando Batistuta, o Batigol, marcou duas vezes contra o México no torneio realizado no Equador.
Desde então, a seleção argentina teve oportunidade de gritar "campeão" (ou campeones, como desejam) em sete oportunidades, chegando e perdendo nas finais. As mais recentes disputas por títulos foram amargas para o país do tango. Em 2015 e 2016, a seleção chegou à final da Copa América - nas duas oportunidades, contra o embalado Chile - e perdeu nos pênaltis. A última, com roteiro de filme de terror, já que Messi perdeu uma cobrança e disse que não jogaria mais pela seleção. Na relação entre amor e ódio, a decisão foi revista e ele vem ao Brasil para colocar fim às bodas de prata sem título.
Por toda tradição, é claro que a seleção azul-celeste é presença garantida na lista de candidatos ao título, seja pelos jogadores como Messi, atual campeão espanhol pelo Barcelona, Aguero, bi-campeão inglês pelo Manchester City, ou Dí Maria, campeão francês com o Paris Saint Germain, ou pelos 14 títulos conquistados no torneio. Nas estatísticas, só perde para o Uruguai, que lidera o ranking sul-americano com 15 canecos.
Por tudo isso, é importante ficar atento com os hermanos para que a taça não fuja do samba e desembarque no tango.
* Texto supervisionado pelo editor.