Em meados de setembro do ano passado, quando o São Paulo ainda brigava pelo título brasileiro, Nenê vivia caso de amor com a torcida. Um dos líderes de gols e assistências da equipe na temporada, era idolatrado nas redes sociais a cada post que fazia. Meses depois, a lua de mel acabou. O camisa 10 é tido atualmente como um dos responsáveis pela má fase do clube, que amanhã corre sério risco de ser eliminado da Copa Libertadores pelo Talleres, da Argentina.
Nos perfis públicos do jogador, os elogios deram lugar a críticas, xingamentos e insinuações de que o atleta teria sido o responsável pela queda do técnico Diego Aguirre, a cinco rodadas do fim do último Brasileirão, após o São Paulo ter entrado em curva descendente no torneio. Situação bem diferente da vivida meses antes, quando um fã mais empolgado chegou a tatuar na perna a popular "chapada do Nenê", bordão que virou mania após vídeo de um treino da equipe viralizar na web.
Desde que chegou ao clube em janeiro do ano passado, contratado do Vasco, Nenê colecionou alguns episódios que repercutiram mal no vestiário, fruto de sua insatisfação ao ser substituído ou nem sequer utilizado em determinados jogos. Contra o Flamengo, por exemplo, quando passou a partida toda no banco de reservas, deixou o Morumbi antes de todos.
Posteriormente, por essa postura, seria chamado de "mimado" pelo então coordenador de futebol, Ricardo Rocha, que já saiu e hoje está no Criciúma. Na visão de alguns torcedores que comentam as postagens do meia, foi esse ruído entre Nenê e o uruguaio que acabou resultando na demissão do treinador, o que o jogador já negou publicamente mais de uma vez.
Fato é que, internamente, no CT da Barra Funda, já há quem ache melhor o jogador dar um tempo nas postagens para evitar as "cornetas". A última, feito antes da derrota para a Ponte Preta, sábado, por 1 a 0, rendeu uma série de insultos. Há quem peça para ele retornar ao Vasco. Outros o consideram "aposentado". Nenê já tem 37 anos.
Após a partida, o camisa 10 não quis conceder entrevista na saída do campo, alegando que os jornalistas só o procuravam quando o São Paulo perdia. (E.C.)