O técnico Fábio Carille vai testar sua força no Corinthians na estreia da Copa Sul-Americana, nesta noite, em Itaquera. O adversário é o Racing, um dos líderes do Campeonato Argentino e algoz da equipe na mesma competição em 2017. Um tropeço em casa pode comprometer a confiança cega que a torcida deposita em Carille, considerando a irregularidade no Paulistão. O treinador considera o jogo "o maior desafio até agora".
No início do ano, Carille previa dificuldades com o entrosamento dos novos contratados. Mas afirmou que podia ser cobrado a partir do sexto jogo do Paulistão. Os números não são favoráveis: três derrotas, duas vitórias e um empate.
Na Copa do Brasil, o time tomou sufoco no único jogo feito até agora e conseguiu a classificação nos critérios de desempate depois de um 2 a 2 diante do Ferroviário, do Ceará. O grande resultado do time na temporada foi a vitória sobre o Palmeiras fora de casa, por 1 a 0. Os resultados ruins são reflexo de atuações fracas. O treinador confessa que ainda não encontrou um padrão tático em 2019. Em alguns jogos, ele reeditou o esquema de 2017. Em outros, forçou a jogada aérea.
Os reforços ainda não conseguiram grandes atuações, como o volante Ramiro e o meia Sornoza. "O Carille passa a forma de jogar e quem executa são os jogadores. Temos buscado uma forma de melhorar. É nítido que precisamos melhorar", disse o meia Jadson.
Como o padrão tático não está definido, o time vai depender das individualidades. E a principal delas é o atacante Gustagol. Ele se firmou como principal atacante da equipe ao aproveitar o período de adaptação de Vagner Love e Mauro Boselli. É o artilheiro do time na temporada com cinco gols em oito jogos. E, curiosamente, faz sua estreia em um torneio continental.