O Palmeiras quer deixar no passado a polêmica sobre o Campeonato Paulista do ano passado. Apesar da briga nos bastidores com a Federação Paulista de Futebol (FPF) e da longa batalha jurídica para tentar anular a derrota para o Corinthians na decisão, a atual comissão técnica garante que não será afetada por essa situação e vai começar a competição disposta a ganhar o título.
Em abril do ano passado, as reclamações do Palmeiras sobre uma interferência externa na final geraram a contundente declaração do presidente do clube, Mauricio Galiotte, de que o torneio se tratava de um "Paulistinha". Nos meses seguintes, a equipe declarou boicote à FPF e prometeu tratar a competição de forma estratégica, longe de ser prioritária.
A situação, no entanto, mudou. De cabeça fria e no posto de atual campeão brasileiro, o Palmeiras trouxe uma nova comissão técnica, com Luiz Felipe Scolari como substituto de Roger Machado. Felipão apresentou no início de 2019 um novo entendimento sobre o Paulistão ao considerar necessário se dedicar ao torneio e usá-lo como uma preparação séria para o restante da temporada.
A lógica do raciocínio de Felipão se apoia em um momento importante e decisivo de preparação do Palmeiras para a temporada. Carregado de expectativas pelo título brasileiro e pelos reforços renomados, o clube sonha com a conquista da Copa Libertadores em 2019. Mas para isso entende ser necessário fazer uma boa campanha no estadual e ajustar o elenco.
A diretoria trouxe seis reforços: Ricardo Goulart, Zé Rafael, Arthur Cabral, Matheus Fernandes, Carlos Eduardo e Felipe Pires. O grupo, mais os remanescentes do ano passado, terá como papel neste início disputar posição de titular e mostrar rendimento à altura das expectativas. Felipão sabe da responsabilidade. O técnico pretende ter já no Paulistão times divididos em A ou B, medida tomada em 2018 e que deu muito resultado. (E.C.)